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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Romy Pocztaruk


Após pesquisar sobre o trabalho de Romy Pocztaruk, seria possível nos guiarmos por uma palavra: História. As narrativas que podemos encontrar nos seus trabalhos dizem respeito a uma amplitude geográfica – Nova Iorque, Berlim e Inglaterra ladeiam sua busca pelas ruínas da Transamazônica e de Fordlândia. A fotografia é uma das linguagens mais presentes na sua produção e proporciona ao espectador, como diria Jacques Le Goff, documentos/monumentos. A artista anseia por transformar em imagem técnica recortes da paisagem atualmente devastada pela ação do homem. Os progressos prometidos pelas expressões de uma ideia de modernidade ao redor do globo se verteram em uma ferrugem desordenada e esta pode ser encontrada especialmente nos projetos arquitetônicos e urbanísticos que prometiam a expansão territorial do homem. A pesquisa de Romy, portanto, em contraste com declarações curatoriais da Bienal a respeito da importância do “desvanecimento do moderno”, nos possibilita enxergar uma recodificação potente da modernidade em uma perspectiva global capaz de colocar História e imagem em um jogo de espelhos.


(texto publicado originalmente na edição de agosto da Revista Dasartes)

Um comentário:

Marcia Gadioli disse...

legal o post, Raphael! Estou meio apreensivo para esta bienal do esche... era bom ele colocar a frase do david sylvester na sala dele,rsrsrs.abs
Marcelo (Casa Contemporânea)